A falácia da Comunicação Corporativa.

Quanto mais atendo empresas – que são feitas de pessoas – mais eu me convenço sobre o quanto não sabemos nos comunicar.
Existem falácias vinculadas à comunicação, a primeira é que ela é considerada uma soft skill, e se fosse “soft”, não causaria tantos estragos, pois seria simples aprender e implementá-la de forma efetiva. A segunda é que as pessoas acreditam que sabem se comunicar, porém, dados de pesquisas nos mostram que grande parte dos problemas corporativos estão vinculados à comunicação inadequada.

É estranho pensar que nascemos nos comunicando de forma não verbal, desenvolvemos essa habilidade por volta de um ano e meio aproximadamente, e ainda assim, não performamos na competência. Por quê?
Como Psicóloga, arrisco dizer que nosso processo educativo somado aos vieses construídos, nos impediram de usarmos de transparência em muitos processos. Por isso, em empresas feedbacks não são claros, processos de desligamentos também não são, e claro, vale também para as relações sociais. Temos receio de “falar a verdade” e por isso, usamos as entrelinhas, fingindo que a mensagem foi dita e que, se o outro não entendeu, é porque não quis. No ambiente corporativo eu somaria a condição do óbvio, mas aprendi com um Professor Japonês, Massaru Ogata, que o óbvio só é óbvio para olhos bem treinados. Logo, quando falamos em óbvio, estamos pensando focados em nossa percepção e não no outro.

Mas é claro que se a comunicação é uma soft skill ela pode ser treinada e aplicada para nos tornarmos hábeis em tal habilidade.
De que forma podemos treiná-la? Obviamente o que vou escrever agora não foi criado por mim, mas são estudos que aplico ao longo do tempo e que são embasados em princípios Psicológicos e Neurocientíficos, as bases da minha atuação.

Primeiro, não saia falando, planeje o conteúdo de sua comunicação. Temos por hábito planejar números, mas não comportamentos. Primeiro pense e depois faça. E para conversas difíceis a preparação precisa ser um pouco mais profunda, use de recursos da empatia: se fosse com você? Como você gostaria de receber a informação?
Segundo, faça analogias, metáforas, use recursos que não explorem a comunicação verbal, mas também outros sentidos, nem todo mundo aprende da mesma forma que você. (Líderes que não sabem se comunicar dizem: “para mim basta falar uma vez”).
Outro aspecto importante é validar a comunicação com um simples: “o que você compreendeu do que eu lhe disse?”

Por último, e na minha visão, o mais importante: transparência. Onde há falta de clareza a fantasia impera. Tenha conversas transparentes, se prepare psicologicamente para isso. Aos poucos, além de coragem em fazer o que precisa ser feito, você também fortalecerá vínculo de confiança com as pessoas ao seu redor. Pense nisso!

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